Resumo do Capítulo 8 – Filosofia

Filosofia Renascentista: da historicidade e da subjetividade

CONDIÇÃO HUMANA

a) O humanismo renascentista

“Humanismo”: referente a educação do homem, em sua condição de humano, distinto dos outros animais. Em grego é Paideia: a educação do homem por meio de disciplinas liberais próprias do homem (poética, retórica, história, ética e política)
↳Temas fundamentais: liberdade e capacidade humana de atuar sobre o mundo (mundo natural=reino dos homens)
↳ Naturalismo: exaltação do corpo, superando os ideais da vida ascética (desenvolvimento da vida espiritual) e monástica dos medievais.

⇨ O Humanismo representou a regeneração, focada no humano. Através da volta aos antigos, princípios autênticos da Antiguidade.
⇨ Humanismo renascentista traz o resgate das dimensões construtivas da humanidade: condição humana que busca equilibrio entre emoção, sentimento e razão; virtude e conhecimento.

O pentagrama, representado por Leonardo da Vinci no Homem Vitruviano, representa o símbolo da consciência humana sobre os quatro elementos inferiores: terra(corpo físico), fogo(princípio racional),água(energia vital) e ar(emoções). Ao dominar seus quatro princípios inferiores, o homem adquiria a dimensão da verdadeira liberdade.

⇨ O Renascimento, ao superar o teocentrismo medieval, recuperando o humanismo e o racionalismo naturalista grego, representou o início de um processo de secularização, de emancipação das tutelas da religião e da igreja, em direção a uma razão e um conhecimento científico e a uma ação política moderna.
↳ Busca-se conhecer, através da experiência, os mecanismos internos da realidade, suas causas e efeitos.
↳ Progresso científico-tecnológico
↳ Liberdade e autonomia humana (crítica a alienação religiosa)
↳ Secularização (religião perde a relevância e o poder de decisão e de coesão social)

b) pensadores, ideias e tendências

Francisco Petrarca: iniciador do Humanismo, para ele é necessária a meditação filosófica para alcançar a sabedoria.
Coluccio Salutati: defende a filosofia como um testemunho de vida, assim como Sócrates.
Leonardo Bruni: acentua a dimensão política do homem que só se realiza verdadeiramente na dimensão social e civil. Critica a enfase dada a contemplação. O que importa é o homem que pensa e age.
Poggio Bracciolini: elogia a vida ativa em oposição à vida contemplativa vivida em solidão. “Cada qual é o artífice de sua própria sorte”.
Leon Battista Alberti: critica as investigações teológico-metafísicas, contrapondo a elas a investigação moral e a necessária atenção ao que a experiência vai nos ensinando.
Nicolau de Cusa: traz a reflexão que mesmo com toda nossa capacidade racional e empírica, o infinito nos transcende e nunca chegaremos a conhecê-lo completamente.
Pico della Mirandola: todas as criaturas são ontologicamente determinadas a ser aquilo que são e não outra coisa, em virtude da essência precisa que lhes foi dada

EXPERIÊNCIA E RACIONALIDADE

Leonardo da Vinci e a noção de experiência: Todos os fenômenos naturais tem uma razão de ser e essa razão de ser das coisas deverá ser descoberta.
Giordano Bruno e a infinitude do Todo: admite uma causa ou um princípio supremo denominado “mente sobre as coisas” que, sendo a origem de tudo, faz-se presente em tudo, mas permanece incognoscível para nós. Visão próxima de Heráclito
O ceticismo renascentista: reconhecendo o limite da razão e a pluralidade dos costumes humanos, Montaiogne denuncia as atitudes dogmáticas dos que se pretendem portadores da verdade, do certo e do errado. Afirma a subjetividade e a relatividade das expressões culturais.

ÉTICA E POLÍTICA

Maquiavel e o problema do poder: – pensamento e ação política afastam-se da ética cristã
– defende a moral laica
– autonomia política

a) O realismo político
O homem não é bom, nem mau, mas tende a ser mau. Dessa forma, o político deve agir em consequência e conformidade, sem hesitar em ser temido e tomar as medidas necessárias para a eficácia de sua ação. O soberano é o poder político independentemente da esfera religiosa e econômica
b) A virtude do príncipe
A virtude é a condição necessária para a manutenção do poder. Contudo, a consquista do poder poderá acontecer de 4 formas diferentes
virtú: capacidade de alcançar um objetivo
– fortuna: independente da vontade e do méritos pessoais
– violência
– consentimento dos cidadãos
O critério da virtude deverá sempre ser medido pelos efeitos benéficos de sua ação para a república.
c) A boa política
O critério para distinguir a boa política da má é o seu êxito, pela capacidade de manter o Estado. Aqui, o valor é o da estabilidade. 

THOMAS MORUS: A UTOPIA

O termo Utopia significa a ausência de lugar, o que não existe. Acredta na capacidade natural do ser humano de superar os males históricos.O primeiro princípio presente na cidade de Utopia é que os homens são iguais entre si, desaparecendo as diferenças econômicas e sociais. Um dos traços mais impressionantes na obra é como consegue a eliminação das calamidades humanas, abolindo o dinheiro e seu uso.

JEAN BODIN E A SOBERANIA: O PODER ABSOLUTO E PERPÉTUO DE UMA REPÚBLICA

Defende a necessidade de uma forte soberania para a existência do Estado (somente mediante a ação da justiça). “Por soberania se entende o poder absoluto e perpétuo que é o próprio Estado” (Livro I, cap. VIII). Soberania= ilimitada, absoluta,superior e incondicional.

HUGO GROTIUS E O JUSNATURALISMO

O direito natural é a expressão da vontade divina, trazendo a marca da imutabilidade e estabilidade. Pertencem ao direito natural o direito a vida, a propriedade, a propriedade de si, de sua liberdade, de sua dignidade. O jusnaturalismo é uma doutrina segundo a qual existe um “direito natural”, ou seja, um sistema de normas de conduta intersubjetiva diferente das leis criadas pelos homens (direito positivo). Ele é superior e em caso de conflito com direito superior, o jusnaturalismo deve prevalecer.

Características do jusnaturalismo moderno 

O jusnaturalismo do século XVII molda as doutrinas políticas de tendência individualista e liberal
↳Declaração de Independência dos Estados Unidos
↳ Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
Durante o século XIX, começa a ter valor as orientações e construção da razão humana (direito positivo). A partir dessa mudança, o jusnaturalismo cai em descrédito, servindo como instrumento de contestação do Estado liberal e constitucional.

@inaeodara13

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Sobre Manual do Jedi

Blog criado por @inaeodara13, aluna do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Magnum em Belo Horizonte. Com fins educacionais, postaremos aqui memórias de aula, dicas de leitura e de filmes, resumos de livros, entre outros assuntos de interesse dos estudantes.

Publicado em 18 de fevereiro de 2013, em Filosofia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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